Após o massacre da escola em Realengo, levantou-se novamente a questão da posse de arma entre os cidadãos. Vale lembrar que metade das armas em circulação no país estão na ilegalidade, ou seja, foram adquiridas através de meios escusos e sem o controle do estado. E foi com duas dessas armas ilegais que Welington perpetrou o seu crime.
Para se adquirir uma arma legalmente passa-se por processos minuciosos; teste pisicotécnicos, entrevistas com psicólogos são feitos para averiguar se a pessoa tem capacidade de portar um instrumento letal. Além do mais, a autorização só vale para a arma cadastrada, e é uma arma por autorização.
Por isso, a discussão é justa, mais infundada se apoiada só nos últimos acontecimentos.
Agora, pra que serve uma arma? A finalidade dela é ferir, podendo matar. Se um cidadão de bem acha que comprando uma arma estará mais seguro, pode ser que psicologicamente ele se sinta realmente mais seguro, mas na prática é até perigoso para ele e sua família ter uma arma dentro de casa. Quantas crianças são mortas por encontrar o revolver do pai e brincar com ele, ferindo a si mesma?
Portanto, a discussão deveria ser em torno de conscientizar as pessoas do perigo de possuir uma arma e não impedir simplesmente, numa canetada, que alguém possa entrar com um pedido de autorização de posse de arma. Eu acho muito perigoso deixar o governo controlar todo e qualquer passo do cidadão. Ele não consegue fazer plenamnte coisas básicas como garantir atendimento hospitalar a todos, nem um sistema educacional digno...
Até porque, pra uma mente corrompida e doentia sempre haverá meios de promover a morte.
Deus nos ajude.
É hora de despertar, de prestar atenção nos acontecimentos ao nosso redor. É hora de pararmos de hipocrisia e viver em conformidade com o Evangelho da graça e não com o que os outros querem que vivamos. É hora de despertamento.
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terça-feira, 12 de abril de 2011
Depois da tragédia...
Depois da tragédia de Realengo passei uns dias sem escrever. Não sou boa escritora, preciso de mente bem tranquila para escrever; e os pensamentos ficaram tão atordoados que tive que me dar um tempo para digerir tudo. Sinto em mim a dor de cada mãe ou pai que chora pela morte de seus filhos e, até involuntariamente, choro com os que choram.
Também fiquei com as palavras embargadas como a presidenta ao lembrar os brasileirinhos que deixaram esta vida tão cedo.
Mas eu sei que embora fiquemos consternados, não conseguimos mensurar a dor de quem perdeu seus entes queridos. Só quem perdeu alguém de forma semelhante sabe a dimensão desse sentimento. Espero no Senhor cumprir a promessa de um novo céu e uma nova terra onde não haverá mais dor...
Mesmo que queiramos encontrar explicações do ocorrido, como um ser humano tem coragem de tal ato, mesmo que coloquemos parcela de culpa no Diabo, nunca haverá explicações razoáveis para tamanha barbaridade.
A mente humana é complexa demais. E numa mente pertubada, certos dogmas religiosos podem tornar-se um perigo.
Deixo aqui externado meu sentimentos.
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