É hora de despertar, de prestar atenção nos acontecimentos ao nosso redor. É hora de pararmos de hipocrisia e viver em conformidade com o Evangelho da graça e não com o que os outros querem que vivamos. É hora de despertamento.
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quarta-feira, 1 de junho de 2011

A Herança

“A sólida base da nossa visão do mundo e também o grau de sua profundidade são formados na infância. Essa visão é depois elaborada, mas, na essência não se altera.”Retirado do livro “A cura de Schopenhaur” Irvin D. Yalom

        Se elencarmos algumas palavras que nos trazem esperança, e nos dá uma perspectiva, está palavra é herança. Nos filmes, então, nem se fala. Quando se ouve que alguém, deixou uma herança, perguntas logo surgem: Para quem ficou? O que ficou? Quanto ficou?
        Todavia, existe uma herança que vale muito; vale mais do que as riquezas monetárias ou peças de valor. A está herança, chamamos de filhos! Sim, segundo a Palavra de Deus (Sl 127.3) “Os filhos são herança do Senhor
        Deus Pai entrega uma dádiva maravilhosa para os seus filhos. No entanto, o que estão fazendo com esta herança dada por Deus? Como está herança está sendo cuidada? Será que está se dando o verdadeiro valor? Infelizmente, muitos não! É incrível como os pais estão educando e cuidando os seus pequenos.
        Muitos pais tem feito como o filho pródigo, na Parábola narrada por Jesus, desperdiçando a herança recebida. Este desperdício pode simbolizar: a falta de tempo para os filhos, a falta de lazer, a falta de diálogo, a falta de comprometimento, as cobranças excessivas etc.
        Pais querem ter os melhores filhos, mas não sabem ser, no mínimo, um bom pai.
        Os professores e os “paisfessores” precisam dedicar-se mais. Não basta só transferir o conteúdo ou prover o alimento e o abrigo. Mas é preciso compreender, ajudar, colaborar, abraçar, conversar, caminhar, tropeçar, cair e levantar juntos. É necessário amar mais.
        Quem ama não obriga o outro a fazer o que não quer, todavia, convence-o de que aquilo é melhor para ele.
        Muitos dizem que amam, mas no primeiro erro do filho criticam, maltratam, batem com violência, desprezam, e isso não é amor.
        Muitos filhos deixam a casa dos pais por falta de amor. Outros torcem para logo poder casar e enfim, sair da casa dos pais. Ainda há os que preferem ficar na casa de vizinhos ou até mesmo na rua por não ter um bom ambiente dentro de casa!
        Colocamos uma carga muito pesada nos nossos filhos. Carga que nossos pais colocaram em nós e não suportamos, mas ainda sim insistimos no mesmo erro. Não posso exigir que meus filhos sejam aquilo que sou ou aquilo que não fui, pois ele é um ser humano único e não um robô. Devo sim, é instruí-los e com o meu exemplo, mostrar o que é melhor para eles.
        Desde que a criança é criança cobramos atitudes diferentes que existem na personalidade de uma criança. Não deixamos a criança ser criança.
        Muitas crianças não brincam mais por medo dos pais. Lembro-me de quando era criança. Gostava muito de jogar futebol, mas papai não me deixava ir ao campo. Então, como crianças que éramos, jogávamos bola na rua. E como era prazeroso, ficávamos felizes. Em nossa rua tínhamos um time de futebol e jogávamos contra outros times da comunidade.
        Mas nossa alegria acabava quando nossos pais reuniam-se no banco da calçada da rua para conversar. Pronto, eles mandavam parar o futebol e como só podíamos jogar na rua, eles acabavam, ainda que, inconscientemente, impedindo-nos de ser criança. Enquanto escrevo, fico pensando como seria bom se os pais participassem daquele momento de lazer com os filhos. Seria bom demais.
        Muitos pais também despejam sobre as crianças, adolescentes e jovens seus problemas e suas ansiedades.
        Pais, cuidem bem da sua herança, desta pérola que tem, deste seu tesouro. Não quero aqui dizer que existem super pais ou pais perfeitos, pois perfeito só existe um. Todavia, nós, pais, carecemos de fazer cada dia o melhor, entender as nossas limitações e nossos erros, e se preciso for, pedir perdão quando falharmos.

        Filhos amem seus pais. Pais amem mais ainda seus filhos.
        Filhos cuidem de seus pais. Pais cuidem cada vez mais de seus filhos.
http://manoelflausino.com.br                                                                                                                                                

Onze estados brasileiros são acusados de impor religião nas salas de aula

Alagoas, Amapá, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina foram acusados em um relatório da ONU de imporem o ensino religioso a alunos da rede de ensino. A relatora do documento, Farida Shaheed, alerta também para a existência de intolerância religiosa, principalmente dos pentencostais contra os praticantes das religiões afro-brasileiras, e racismo. A representante da ONU lembrou que existiriam centenas de escolas públicas que incentivariam, nos 11 estados, o ensino religioso direcionado. Em relatório a ser apresentado na semana que vem ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, a situação do Brasil é criticada, nesse sentido.


A questão é que, em um estado laico, não se pode privilegiar uma religião em detrimento de outra. Principalmente porque a religião ensinada sempre será a de preferência pessoal do professor ou da administração da escola. O ensino religioso deveria ser uma atividade familiar. E para completar esse quadro, no fim de 2009, o Senado brasileiro aprovou o polêmico acordo entre o Brasil e Vaticano, que determinava, entre outros pontos, a possibilidade do ensino facultativo da religião católica nas escolas públicas.

Para quem, como eu, que se formou em escolas públicas sabe que é realmente isso que acontece. Nas escolas alagoanas a religião ensinada é a católica, religião da maioria.  Para o aluno que professava outra fé havia duas alternativas: pedir licença da aula e perder pontos, pois pra quem assistia ganhava pontos que eram acrescidos a outras matérias, ou assistir a contragosto e ainda cantar músicas com temas que não concordava.

Uma solução seria a volta da matéria 'Moral e Cívica', que ensinaria questões relevantes ao aluno cidadão sem interferir em sua fé. Pena que eu não peguei essa fase.